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República

Vai para cem anos, em 5 de Outubro de 1910, uma revolução em Portugal derrubou a velha e caduca monarquia para proclamar uma república que, entre acertos e erros, entre promessas e malogros, passando pelos sofrimentos e humilhações de quase cinquenta anos de ditadura fascista, sobreviveu até aos nossos dias. Durante os enfrentamentos, os mortos, militares e civis, foram 76, e os feridos 364. Nessa revolução de um pequeno país situado no extremo ocidental da Europa, sobre a qual já a poeira de um século assentou, sucedeu algo que a minha memória, memória de leituras antigas, guardou e que não resisto a evocar. Ferido de morte, um revolucionário civil agonizava na rua, junto a um prédio do Rossio, a praça principal de Lisboa. Estava só, sabia que não tinha qualquer possibilidade de salvação, nenhuma ambulância se atreveria a ir recolhê-lo, pois o tiroteio cruzado impedia a chegada de socorros. Então esse homem humilde, cujo nome, que eu saiba, a história não registou, com uns dedos que tremiam, quase desfalecido, traçou na parede, conforme pôde, com o seu próprio sangue, com o sangue que lhe corria dos ferimentos, estas palavras: “Viva a república”. Escreveu república e morreu, e foi o mesmo que tivesse escrito: esperança, futuro, paz. Não tinha outro testamento, não deixava riquezas no mundo, apenas uma palavra que para ele, naquele momento, significaria talvez dignidade, isso que não se vende nem se deixa comprar, e que é no ser humano o grau supremo.

A junta do motor

Desde há mais de sessenta anos que eu deveria saber conduzir um automóvel. Conhecia bem, naqueles remotos tempos, o funcionamento de tão generosas máquinas de trabalho e de passeio, desmontava e montava motores, limpava carburadores, afinava válvulas, investigava diferenciais e caixas de mudanças, instalava calços de travões, remendava câmaras de ar furadas, enfim, sob a precária protecção do meu fato-macaco azul que me defendia o melhor que podia das nódoas de óleo, efectuei com razoável eficiência quase todas as operações por que é obrigado a passar um automóvel ou um camião a partir do momento em que entra numa oficina para recuperar a saúde, tanto a mecânica como a eléctrica. Só faltava que me sentasse um dia atrás do volante a fim de receber do instrutor as lições práticas que deveriam culminar no exame e na sonhada aprovação que me permitiria ingressar na ordem social cada vez mais numerosa dos automobilistas encartados. Contudo, esse dia maravilhoso nunca chegou. Não são apenas os traumas infantis que condicionam e influem a idade adulta, também os que se sofrem na adolescência podem vir a ter consequências desastrosas e, como no presente caso sucedeu, determinar de maneira radicalmente negativa a futura relação do traumatizado com algo tão quotidiano e banal como é um veículo automóvel. Tenho sólidas razões para crer que sou o deplorável resultado de um desses traumas. Mais ainda: por muito paradoxal que a afirmação vá parecer a quem das íntimas conexões entre as causas e os efeitos somente tiver ideias elementares, se nos meu verdes anos não tivesse trabalhado como serralheiro-mecânico numa oficina de automóveis, hoje, provavelmente, saberia conduzir um carro, seria um orgulhoso transportador em lugar de um humilde transportado.
Além das operações que comecei por referir, e como parte obrigatória de algumas delas, também substituía as juntas dos motores, essas finas placas forradas de folha de cobre sem as quais seria impossível evitar fugas da mistura gasosa de combustível e ar entre a cabeça do motor e o bloco dos cilindros. (Se a linguagem que estou a usar parecer ridiculamente arcaica aos entendidos em automóveis modernos, mais governados por computadores do que pela cabeça de quem os conduz, a culpa não é minha: falo do que conheci, não do que desconheço, e muita sorte que não me ponha aqui a descrever a estrutura das rodas dos carros de bois e a maneira de atrelar estes animais ao jugo. É matéria igualmente arcaica em que também tive alguma competência). Ora, um dia, depois de ter acabado o trabalho e colocado a junta no seu sítio, depois de ter apertado com a força dos meus dezanove anos as porcas que sujeitavam a cabeça do motor ao bloco, dispus-me a realizar a última fase da operação, isto é, encher de água o radiador. Desenrosquei pois o tampão e comecei a deitar para a boca do radiador a água com que tinha enchido o velho regador que para esse e outros efeitos havia na oficina. Um radiador é um depósito, tem uma capacidade limitada e não aceita nem um mililitro mais do que a quantidade de água que lá caiba. Água que continue a deitar-se-lhe é água que transborda. Algo de estranho, porém, se estava a passar com aquele radiador, a água entrava, entrava, e por mais água que lhe metesse não a via subir dançando até à boca, que seria o sinal de estar acabado o enchimento. A água que já vertera por aquela insaciável garganta abaixo teria bastado para satisfazer dois ou três radiadores de camião, e era como se nada. Às vezes penso que, sessenta e muitos anos passados, ainda hoje estaria a tentar encher aquele tonel das Danaides se em certa altura não me tivesse apercebido de um rumor de água a cair, como se dentro da oficina houvesse uma pequena cascata. Fui ver. Pelo tubo de escape do carro saía um avultado jorro de água que, pouco a pouco, diante dos meus olhos estupefactos, foi diminuindo de caudal até ficar reduzido a umas derradeiras e melancólicas gotas. Que se passara? Tinha colocado mal a junta, tapara entre a cabeça do motor e o bloco o que deveria ter aberto, e, muito mais grave do que isso, facilitara passagens e comunicações onde não deveria havê-las. Nunca cheguei a saber que voltas teve de dar a pobre água para ir sair ao tubo de escape. Nem quero que mo digam agora. Para vergonha bastou. Possivelmente terá sido nesse dia que comecei a pensar em tornar-me escritor. É um ofício em que somos ao mesmo tempo motor, água, volante, mudanças de velocidade e tubo de escape. Talvez, afinal, o trauma tenha valido a pena.

Despedida


Diz o refrão que não há bem que sempre dure nem mal que ature, o que vem assentar como uma luva no trabalho de escrita que acaba aqui e em quem o fez. Algo de bom se encontrará neste textos, e por eles, sem vaidade, me felicito, algo de mal terei feito noutros e por esse defeito me desculpo, mas só por não tê-los feito melhor, que diferentes, com perdão, não poderiam eles ser. Às despedidas sempre conveio que fossem breves. Não é isto uma ária de ópera para lhe meter agora um interminável adio, adio. Adeus, portanto. Até outro dia? Sinceramente, não creio. Comecei outro livro e quero dedicar-lhe todo o meu tempo. Já se verá porquê, se tudo correr bem. Entretanto, terão aí o “Caim”.
P. S – Pensando melhor, não há que ser tão radical. Se alguma vez sentir necessidade de comentar ou opinar sobre algo, virei bater à porta do Caderno, que é o lugar onde mais a gosto poderei expressar-me.

O regresso

A sessão de evocação da obra e da figura de Jorge de Sena, realizada no Teatro de S. Carlos em 10 de Julho de 2008, teve um título que a esta distância facilmente parecerá premonitório: Jorge de Sena – Um regresso. Para falar do autor de “Sinais de Fogo” reunimos ali, além de um representante da Fundação, para o caso o seu patrono, algumas das pessoas mais qualificadas do pensamento literário e crítico português: Eduardo Lourenço, Vítor Aguiar e Silva, Jorge Fazenda Lourenço e António Mega Ferreira, cujas participações contaram com a inteligente moderação do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. A sala do S. Carlos estava cheia até às torrinhas, o que mostra que a premonição, se o era, estava a ser partilhada por umas quantas centenas de pessoas. Houve leitura de poemas por Jorge Vaz de Carvalho e o pianista António Rosado interpretou composições sobre as quais Sena havia escrito. Quem esteve lá não esquecerá nunca. No final a Fundação ofereceu a cada um dos participantes um estojo com chaves: as que deveriam abrir as portas necessárias para que Jorge de Sena regressasse definitivamente ao seu país. Não, não foi premonição. Simplesmente, o que tem de ser, tem de ser e tem muita força. A força de todas aquelas pessoas, quase um milhar, unidas no mesmo pensamento: que volte Jorge de Sena, que volte já. Voltou, enfim. Não sei se ficámos mais ricos. Mais conscientes das nossas responsabilidades, sim. Poucas coisas agradariam tanto a Jorge de Sena.

O que um amigo significa em nossa vida?

TUDO. Sem eles a vida parece que perde o sentido não dá para imaginar como é perder uma Amizade Especial o sofrimento deve ser muito grande; acredito que seria como se a vida ficasse incompleta, sabe daria a sensação de que algo estava faltando para que ela voltasse a ser completa de novo.

Será que você concorda comigo? Me pergunto ás vezes como seria a minha vida a partir daquela perda. será que os dias seriam os mesmos? a resposta é claro que não.

Amizade é algo fácil de se fazer; o difícil é esquecer uma grande amizade que marca a nossa vida por completo. você por acaso já parou para pensar no que seria UMA AMIZADE ESPECIAL, sabe aquelas que marcam a nossa vida e por mais que passe o tempo ou esteja muito distante nunca acaba? pois nas linhas abaixo está algumas palavras que tornam uma amizade ser Especial:

Você pode está passando pelos piores momentos de sua vida, mas quando você olhar para o lado aquela Amizade Especial sempre estará pronta para ajudar não se importando com as dificuldades que irá enfrentar; seu único objetivo é nunca te deixar só; mas sim, sempre te ajudar. é como se eles dissessem:

Não se esqueça que eu estou aqui em, quando precisar da minha ajuda pode contar com ela sempre que quiser... Num simples olhar eles conseguem nos passar esta confiança... Por isso é que temos tanto medo de perdê-los! por que sabemos o quanto nos faria falta e o quanto seria difícil ou quase impossível encontrar outro igual.

Entende agora por que tenho tanto medo de perder sua Amizade!
por que todas estas e outras qualidades consegui achar em você
por isso é que a sua amizade é tão importante para mim...

Formentor

O homem põe, porém são as circunstâncias as que dispõem, Depois de tantos meses saboreando por antecipação a projectada viagem a Mallorca, o encontro com amigos, o debate anunciado, eis que as razões de uma saúde que necessita ser vigiada vieram desaconselhar a deslocação: as já citadas circunstâncias e acasos determinaram
que alguns exames que devo fazer coincidissem com as datas do encontro. Paciência. Haverá outros Formentor e em algum deles estarei.
Estas palavras dirijo-as a todos os participantes do encontro, conferencistas e público. Exprimem o meu pesar pela forçada ausência, mas, ao mesmo tempo, querem dar testemunho da importância da continuidade de Formentor, tanto pelas obrigações contraídas no passado como pelas esperanças que o seu regresso vai trazer à definição de novas estratégias no plano da acção cultural. O espírito livre de Formentor dos anos 60 deve ser revivificado, e este é o momento exacto para fazê-lo. Todos sentimos que soou a hora de levantar outra vez a palavra para promover a reflexão livre e, que não se escandalizem os ouvidos castos, a justa dissidência. Disso se trata: dissentir é um dos dois direitos que faltam à Declaração dos Direitos Humanos. O outro é o direito à heresia. Os participantes do “velho” Formentor, entre os quais, além de Carlos Barral, me apraz recordar o meu colega José Cardoso Pires, sabiam-no, todo o seu empenho se orientou no sentido de uma necessária desmitificação de conceitos e na aclaração da função social do escritor, com independência de laços ideológicos ou partidários. Falemos claro e entender-nos-emos uns aos outros.
A todos saúdo, amigos e desconhecidos, a Perfecto Cuadrado, e também a Juan Goytisolo a quem quero deixar expressos nesta breve declaração todo o meu respeito e toda a minha admiração.

Coisas de natal

Uma mulher foi às compras de Natal com suas duas crianças. Depois de muitas horas olhando filas e filas de brinquedos e tudo o mais; e depois de horas ouvindo suas crianças pedirem tudo o que viam pela frente, ela finalmente conseguiu chegar viva ao elevador.

Ela se sentia como a maioria de nós nos sentimos nesta época do ano. Uma esmagadora pressão para ir a cada festa, experimentar todos os banquetes, conseguir o presente perfeito para cada pessoa em nossa lista de compras, assegurarmo-nos de não termos esquecido qualquer um em nossa lista de cartões e a pressão de ter certeza de ter respondido à todos que nos enviaram um cartão.

Finalmente as portas do elevador se abrem e já há uma multidão lá dentro. Ela se empurrou pra dentro, arrastando com ela as suas duas crianças e todas as sacolas. Quando as portas se fecharam ela, não agüentando mais, disse,
- Quem começou toda esta coisa de
Natal deveria ser encontrado, pendurado e enforcado!

Do fundo do elevador, todos puderam ouvir uma voz tranqüila e calma responder,
- Não se preocupe, nós já o crucificamos.

Pelo resto da viagem do elevador poderia se ouvir a queda
de um alfinete.

Este ano, não se esqueça de manter aquele que começou toda esta coisa de Natal em cada um de seus pensamentos, atitudes, palavras e compras.

Se todos assim fizermos, imagine como este mundo poderá ser diferente, faça parte dessa diferença. Como estamos em época de páscoa, imagine... ela iria querer enforcar e pendurar o pobre coelhinho...

Sobre Maria João Pires

Maria João Pires não teve muita sorte com o país em que nasceu. Sessenta anos de carreira (e que extraordinária carreira a sua) justificariam uma homenagem de âmbito nacional capaz de expressar a nossa gratidão por pisarmos o mesmo chão e respirarmos o mesmo ar. Não será assim, pelos vistos, ainda que não lhe venham a faltar na terra portuguesa outras manifestações de admiração e respeito. Foi em casa de uns amigos que a ouvi pela primeira vez, quando ela não passava de uma adolescente que, com o seu frágil corpo, mal parecia haver saído da infância, e que me fez temer se os braços e as mãos lhe chegariam para enfrentar-se ao gigantesco teclado. O piano familiar, vertical, talvez não estivesse em perfeito estado de afinação, mas as primeiras notas saltaram límpidas, cristalinas, dando-me a sensação, não de serem a mera consequência do choque dos martelos com as cordas, mas de haverem brotado directamente dos dedos da própria pianista. Foi o meu baptismo na arte de Maria João Pires. Depois, ao longo dos anos, sempre que ela, já viajante emérita, aparecia por Lisboa a dar os seus recitais, eu lá estava, rogando às potestades celestes que a protegessem do mau-olhado, de um simples sopro de ar que a perturbasse. Talvez por efeito das minhas petições e do crédito que tenho no céu, todos os concertos e recitais de Maria João Pires a que assisti chegaram felizmente ao seu termo. Desta vez, por razões de distância e também de saúde, não poderei estar presente, dar palmas e beijar as suas mãos tão cheias de música, de humanidade, de beleza. Por tudo o que me fez ouvir e sentir, Maria João, obrigado.

Cuidado com o golpe do veneno em Sarandi


Em Sarandi tem dois homens que estão aplicando o golpe do veneno. Eles estão visitando  algumas residências, principalmente de pessoas idosas falando que passam veneno. Só que depois que eles passam o produto, o que deve ser água, cobram caro demais pelo serviço. Estes homens chegam até a gritar com as pessoas até elas pagarem. Isso é extorsão e a polícia tem que agir.

Fonte: Oséias Miranda

Rede Bloguista de Informação

Alguns Bloguistas mais alinhados estão formando uma grande rede de informação Bloguista. Esta rede ira centralizar e filtrar as informações e com isso levar aos leitores uma qualidade melhor de informação.
É também uma forma de se detectar os “blogueiros marrons”, aqueles que só querem plantar informações falsas.

2010 : Gotardo em tempo real

O Bloguista Rafael Gotardo está a todo vapor em seu projeto de modernização do Blog, e após o término ele irá postar em tempo real, e terá o apoio de uma grande rede Bloguista de informação.

Charge de Natal


E o ano terminou em "Pizza" na Blogosfera




O 5º PPB Sarandiense foi novamente sucesso, e conseqüentemente os Bloguistas estão mais alinhados do que nunca.
Em meio a muitas discuções e trocas de informações, os Bloguistas crescem em numero e em qualidade.
É claro que recebemos muitas informações deturpadas e plantadas por pessoas inescrupulosas, mas hoje a blogosfera consegue com sabedoria filtrar tudo isso.
Como era esperado pela blogosfera o ano de 2009 foi muito tumultuado e sóbrio pelos lados de nossa região, e como o nosso tema era “Bem vindo ao caos”, nada melhor do que uma noite italiana bem ao estilo mafioso e é claro com muita e muita “PIZZA”.

Uns plantam, outros regam, e outros caem

Já é público, e seria engraçado se não fosse sério. Neste domingo o Vereador Bianco se acidentou em um dos buracos e teve uma grave torção no joelho. E poderão acontecer acidentes piores e até fatais se não forem resolvido logo o problema dos buracos de Sarandi.


Fonte : AMJPI


Olha só a rua que o vereador Bianco caiu em uma nota deste blog em 14 de julho  .Veja aqui

Pesquisa e cenário


PESQUISA
A mais recente pesquisa do IBOPE/CNI, divulgada nesta 2ª feira, indicapolarização eleitoral entre Serra (PSDB) e Dilma (PT), os únicos que cresceram nesta amostragem. Enquanto Serra cresceu de 35 para 38% (aumento de 8,5 %) Dilma subiu de 15 para 17% (aumento de 13,3%). Os demais candidatos analisados sofreram queda na intenção de votos: Ciro Gomes (PSB) diminui de 17 para 13% e Marina Silva (PV) caiu de 8 para 6%.
CENÁRIO
A tendência apontada pela pesquisa confirma a vontade de Lula que quer uma eleição plebiscitária entre a sua candidata e o candidato de Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor. Nesta hipótese Lula seria o maior cabo eleitoral, pois conta com mais de 80% de apoio e confiança do eleitorado brasileiro.

1º Espetáculo Jazz Dance com a peça " O Rei Leão"


Data: 13/12 (domingo)

Horário: 19:30h
Local: Centro cultural Irmã Antona

Venha prestigiar a apresentação dos alunos do Jazz Dance.

Sarandi Cidade para todos!


Ps. A equipe da Professora Janayna está à todo vapor com os preparativos .

2ª Tarde de lazer



Dia: 12/12 (Sabada)
Horário: 13h30min ás 18h
Local:: Jardim Social
 Venha participar da tarde de lazer com cortes de cabelo, Manicuro, pula-pula, cama elástica e piscina de bolinhas.
 Venha prestigiar este evento realizado pelo Programa Atitude.




Volto armado de amor


Volto armado de amor
para trabalhar cantando
na construção da manhã.
Amor dá tudo o que tem.
Reparto a minha esperança
e planto a clara certeza
da vida nova que vem.
Um dia, a cordilheira em fogo,
quase calaram para sempre
o meu coração de companheiro.
Mas atravessei o incêndio
e continuo a cantar.
Ganhei sofrendo a certeza

de que o mundo não é só meu.
Mais que viver, o que importa
(antes que a vida apodreça)
é trabalhar na mudança
de que é preciso mudar.
Cada um na sua vez,

cada qual no seu lugar.


Thiago de Mello

Vou Caminhando

Vou caminhando
Sorrindo, cantando
Meu canto e meu riso
Não são pra enganar

Quem vem comigo
Bem sabe o que digo
Que há muito motivo
Pra gente chorar

Mas se lastimar
De nada vai valer
Já vi mãe chorar
Criança não crescer

Um menino que morreu
Um pai que em vão padeceu
Pela vida vou lembrando
Que lembrando espero eu

E vou caminhando
Sorrindo, cantando
Até que um dia.

Geraldo Pedrosa de Araújo Dias

Sarandi não é um lugar ruim, é apenas um lugar mal freqüentado.

Quantas pessoas estão hoje a se perguntar: O que está acontecendo em Sarandi? , outros falam: “Eu já sabia”, um mais adiante esbraveja: “Eu avisei”...
É sempre assim, vivemos num mundo cheio de profetas do apocalipse, torcedores da “desgraça alheia”, urubus de plantão. São torcedores do alheio e desvirtuadores da legalidade constituída, esbravejam aos quatro cantos as desordens dos gestores, mas... mas quanto tiveram a oportunidade de transformar ou fazer algo diferente...apenas se enroscaram na máquina que eles mesmos ajudaram a engessar. Agora tem alguns que ninguém sabe de onde vêem ou pra onde vão, mas apenas que estão em nosso meio, por enquanto.
Mas quem é que lidera esse povo? Quem financia essa trupe de raivosos defensores da decência alheia? , sim decência alheia, pois é fácil ver nos outros o que não querem ver em si mesmo, pois são inimigos do espelho.
Sabe Sarandi não é um lugar ruim, é apenas um lugar mal freqüentado.

E o Espelho Mágico foi torturado


E o Espelho Mágico foi torturado
até que confessou que este é o melhor
dos sistemas possíveis, em horário
de maior audiência,
enquanto as pesquisas de opinião
mostravam que o povo era favorável
à invasão da Terra do Nunca,
e à deposição de Peter Pan,
o seu cruel ditador,
por ter violado a Lei da Gravidade
e a da Maioridade.

Alberto Lema in Plan de fuga

Para quando falarmos das guerras


Quando falarmos das guerras
sejamos contidos
A simples emoção só ampliará os conflitos.

Quando falarmos das guerras
baixemos o tom
milhões de filhos de trabalhadores e do povo morrem nas trincheiras
por causas que não são suas.

Quando falarmos das guerras
falemos com recato
Para não acordarmos os meninos que dormem
nas frentes de batalha.

Respeitemos seu último sono.
Quando falarmos das guerras
falemos com todo respeito
Para transformamos o desespero de mães, viúvas e órfãos
em gritos de paz.

Quando falarmos das guerras
não esqueçamos que o inimigo é a guerra
Os nossos únicos companheiros
são os povos.

Quando falarmos das guerras
falemos da igualdade entre os homens
Comecemos por apagar as fronteiras nacionais.
Quando falarmos das guerras
Lembremos que o inimigo alimenta os dois lados
É o capital.

Quando falarmos das guerras
Lembremos que só há uma trincheira legítima
A de nos negarmos a combater.

Quando falarmos das guerras
saquemos nossa melhor arma
A bandeira da paz e do socialismo.

Falar das guerras é o avesso
de falarmos da Revolução
Embora nossos companheiros e palavras-de-ordem
sejam sempre os mesmos.


Alipio Freire

ÍNTEGRA DA REUNIÃO COM O PREFEITO MILTON MARTIN OCORRIDO COM A IMPRENSA SARANDIENSE E BLOGOSFERA NO DIA 08/12/2009 - FINAL

O Prefeito retoma a palavra dizendo se os conselheiros não o ajudarem é impossível administrar uma cidade, pois se eu determino algum ato público e o mesmo não acontece, minha credibilidade cada vez mais fica reduzida.

Marcio da impressa maior comenta que a imprensa cumpre sua função social em divulgar as os atos públicos desde que os mesmo cheguem à mesma. E que uma comissão integrada de conselheiros municipais, vereadores, mídia integrada e lideranças comunitárias poderia possibilitar um mecanismo para se basear na manutenção e troca de seu secretariado. Leia mais ....

Vereador Reginaldo

Nesta segunda feira estive na câmara de vereadores e fui atendido pelo vereador Reginaldo (PT) o qual me explicou todo o processo pelo qual a cidade está passando.
Conheço Reginaldo a muitos anos e a cada vez que converso com ele , o admiro mais, pois se mostra uma pessoa muito centrada e dedicada em tudo o que faz.

Advogado do PCdoB

A direção estadual do PCdoB designará um representante de sua direção estadual, bem como de um advogado para acompanhar de perto o desenrolar de tudo que está acontecendo em Sarandi .

Os ausêntes

Infelizmente por motivos comerciais o bloguista Rafael Gotardo e o Presidente da Unisan Alfredo Peres não puderam participar das reuniões com o Prefeito Milton Martini.

Lideres comunitários

As lideres comunitárias Dnª Cleuza e Jô também participaram da reunião com o prefeito e querem continuar fazendo parte dessa nova visão sarandiense de mudanças . E já falaram que não  perderam nenhuma atividade onde o interesse maior é Sarandi.

Rádio Banda 1,Rádio Sarandi FM

Cobrei do Carlos Eduardo Martini uma maior participação do prefeito nos programas de radio de nossa cidade.
Principalmente no Programa do Antonio Santos na Banda 1 e no Sede de Justiça da Sarandi FM.

Dr. Allan

Dr. Allan mais uma vez foi brilhante em sua participação como um dos lideres da blogosfera sarandiense, juntamente com Hilário Gomes, João Cidadão, Gauchão, Leandro Peres, Marcio do Imprensa Maior , Valmir Tentemplis , Zé Alberto, Fagner , participaram da reunião com o Prefeito à portas fechadas .

Blogs da cidade dos sofás

Uma coisa interessante é que os principais blogs da cidade dos sofás ignorou completamente mais essa grande atitude da blogosfera sarandiense.